Dancing Dog Studio Dança de Salão
"bailas con la piel y la pasion"
Louvada seja a dança - Santo Agostinho
Quem sou eu
- DOG
- EDERSON GONÇALVES . CONHECIDO COMO DOGÃO. PROFESSOR DE DANÇAS DE SALÃO HÁ 10 ANOS, ESTUDANDO VARIOS RITMOS COM OS MAIS RENOMADOS PROFESSORES DE DANÇAS DE SALÃO DO BRASIL COMO ISRAEL SCHERMAM/BR ZOUK, KARINE MORAES E RAFAEL BARROS/ SP SALSA, CIA INTERACTO/ SP SALSA E SAMBA, JAYME AROUXA E BIANCA GONZALES/ SALSA, SAMBA, BOLERO ENTRE OUTROS
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Se o corpo dança, a mente dança?
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Pista, Show ou Sala de Aula – Onde Está o Seu Palco?
Acredito que a esses casos citados acima, aplica-se perfeitamente o tal do “Uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa”. Um bom dançarino de baile não é necessariamente um showman, um bom professor não arrasa necessariamente na pista, e o dançarino performático nem sempre consegue dar uma boa aula. Existem inúmeros exemplos disso, e eu não estou aqui para favorecer um em detrimento do outro, e reconheço que há por sua vez raros exemplos de profissionais que se destacam realizando excelentes trabalhos em duas ou mesmo em todas essas áreas. Quem poderia ainda afirmar que é mais fácil, ou melhor, se apresentar do que dar aulas, dançar na pista do que fazer shows, e assim por diante? O fato é que todos temos nossos próprios talentos, e sabemos onde nos sentimos plenos e realizados. Tudo tem seus méritos, e requer habilidades muito diferentes umas das outras:
» Dançar na pista, curtir o baile, cada música, fazer o seu parceiro(a) sentir-se especial independente do seu nível de dança não é fácil, e as pessoas que fazem isso com maestria são consideradas as mais queridas. São aquelas pessoas que todos e todas querem ter por perto. Sinônimos de diversão garantida na balada. Esse é realmente um dom para poucos, e a recompensa vem na forma de encantadores sorrisos e abraços durante e depois da dança.
» Fazer um show não significa apenas executar uma coreografia. Tem que amar estar lá, sendo observado, admirado, idolatrado e muitas vezes criticado por toda aquela platéia. Ahhh a platéia… o showman ‘vive’ para essa platéia! Nasceu para encenar, e consegue tocar a todos com a sua interpretação. É uma mistura de ator/atriz com dançarino(a). Não importa se o show durou dois minutos ou duas horas, o showman sempre vai sair com um gostinho de “num acredito que já foi!”. E aí? Vai encarar? Se esse é o seu palco, aproveite os aplausos e capriche nos agradecimentos.
» Ser um professor vai muito além de passar passos e movimentos a um grupo de pessoas. Vídeos na Internet existem às pencas, mas nada substitui o professor. O verdadeiro professor deve estar preparado para formar e informar dançarinos, sejam eles futuros profissionais, baladeiros ou mesmo pessoas que querem aprender a dançar sem pretensão alguma – todos merecem qualidade de informação. Um professor deve buscar incansavelmente o aperfeiçoamento da técnica, conhecer a história do que está ensinando, pesquisar tendências e estar familiarizado com metodologias de ensino. Deve estar preparado para responder às perguntas de alunos que muitas vezes parecem crianças de 4 ou 5 anos com os seus “mas por quê?”. É… dá trabalho, mas a satisfação de olhar um aluno na pista se divertindo, matando a pau numa apresentação, ganhando competições ou mesmo se tornando um professor compensa todo o esforço. Melhor ainda quando nos damos conta de que esse aluno nos superou… missão cumprida!
Tudo isso seria muito lindo, se não tivéssemos uma pressão do mercado (do meio) para que um profissional de dança seja “fera” em tudo. Como já disse acima, são raros esses casos, e então entra em cena o famigerado e tão conhecido “ego”. Como parte da construção básica da personalidade, ele é fundamental. No entanto, ao nos tornarmos escravos de seus caprichos, arriscamos nossas carreiras e relacionamentos no mundo salseiro. Certa vez, conversando com um dançarino, ele me perguntou: “Gustavo, se uma pessoa chega pra você e diz que não gosta da sua aula, que sua aula é ruim, como você reage?”. Eu respondi que não há problema algum em pessoas não gostarem do meu ou do seu trabalho, e que graças a Deus existem diversos profissionais, professores que trabalham com metodologias e técnicas diferentes. Eu tentaria identificar os pontos de divergência entre a minha aula e o que ele quer, e o encaminharia a algum professor que pudesse atendê-lo. No que ele me respondeu: “É, taí a nossa diferença. Se alguém me disser que não gosta da minha dança, eu vou fazer de tudo pra mudar e fazer com que ela passe a gostar”. Boa sorte…
Pois é, vamos combinar que ninguém nem nada é unânime, e que o melhor é sempre agir de acordo com a nossa natureza. Você não vê um pé de caqui deprimido porque queria dar bananas. Abrace o seu talento! Salseiro conhece-te a ti mesmo… suba no seu palco, seja autêntico… e divirta-se!
O que eu preciso para aprender a dançar?
Sim, é isso mesmo! Com o pouco tempo que tenho envolvida com o mundo da dança, pude aprender muitas coisas e a mais importante delas sem dúvida é: Acredite em você!
Aprender a dançar bem, é um processo tão complexo e intrigante quanto viver! Por isso, quando entramos numa sala de aula com o intuito de aprender a dançar, percebemos muitas vezes que possuímos uma noção errônea do que é dançar bem, gerada pelo senso comum. É mais difícil do que pensamos e muito mais prazeroso quando aprendemos de verdade.
Por isso, acreditar em si mesmo, ter paciência e se permitir errar são fatores fundamentais no processo de aprendizado e muitos desistem precocemente, pois não é simples exercitar tais habilidades. O que é uma pena, pois somente o fato de procurar uma escola e tomar a iniciativa já é um ato de muito valor, sobretudo para aqueles que para isso, tiveram que vencer a timidez, a baixa auto-estima, o receio de não corresponder às suas expectativas e também às dos outros.
Mas se você se permite, e com persistência continua, sem se comparar com os alunos que tem mais ou menos facilidade, é como mágica, quando você menos espera vem a compensação, você consegue enfim fazer algum movimento que não conseguia na aula passada e isso é muito bom. Porém, só tem este prazer quem persiste, quem tem coragem de errar e se expor não correspondendo muitas vezes aos padrões estabelecidos, mas ainda assim com uma evolução incrível!
Sem contar a atividade física, o bem estar, a música, um sorriso, a interação social, dançar é maravilhoso!
Realmente a dança é como a vida, temos dias ótimos e dias nem tão bons assim, dias em que não nos tiram pra dançar, que não nos sentimos interessantes e dias em que aquela dama ou cavalheiro que esperamos o baile todo nos tiram para dançar, e isso nos enche de entusiasmo outra vez. E nem por isso, nos dias ruins desistimos da vida, certo? Lutamos e mesmo que todos nos rejeitem, que a vida nos feche portas, persistimos, e cedo ou tarde encontramos nossa compensação. E a dança com certeza nos fornece muitos elementos para encontrar satisfação, nela como atividade em si e na vida, nos ensinando sobre como olhar a nós mesmos, como olhar o outro, nos ensinando a ter disciplina, paciência, concentração, disposição, alegria, romantismo, amor próprio, tudo em uma única atividade, temperando nossa vida com muito mais sabor, música e aprendizado constante!
Dança de Salão e Qualidade de Vida: uma visão profissional
Verdade: tudo na vida é movimento. O homem nasce, cresce, decresce e morre; “pelo menos vou dançar até o fim”;
Mito: vou ficar quietinho no meu canto e nada vai me acontecer; suas articulações vão perder mobilidade, seus músculos vão se enfraquecer, sua atividade cerebral vai diminuir e sua vida sexual... Deixa pra lá.
Se perguntarmos a um profissional de educação física qual é a melhor atividade para a saúde, se um dia ele tiver dançado, certamente responderá, dança de salão. Todos aqueles benefícios tão citados em qualquer artigo do gênero são também conquistados através da dança, porém ao bailar a dois estimulamos também a sensualidade e a própria sexualidade, fatores que simplesmente garantem a existência de nossa espécie.
Quer mais? O homem e a mulher que dançam são mais charmosos, confiantes e bonitos, adquirem maior controle de suas ações músculo-articulares e assumem uma postura mais decidida diante dos desafios da vida. A atividade cerebral aumenta, pois constantemente somos estimulados ao pensamento criativo e este leva-nos a novas descobertas e à superação de limites. Dançar, principalmente com trocas de pares é uma excelente atividade social que resgata o prazer e o potencial mágico do abraço. Ah! O abraço. Abraçamos nossas carreiras, projetos, bens materiais, dinheiro. Abraçamos tantas coisas que não nos sobra braços para o abraço que nos faz seguir em frente. Lembro-me do aluno bolsista que emocionado relatou-nos que então com trinta anos, não se lembrava do dia em que tinha dado e recebido um abraço da própria mãe. Bem, após tê-lo experimentado na dança de salão, encheu-se de coragem e aos prantos, compartilhados com sua mãe, repassou trinta anos em trinta minutos de um abraço terno e resgatador. Ele nos conta que agora todos os dias a beija e abraça muito e que ambos estão muito felizes.
“Transformar para melhor a vida das pessoas através da dança” é o nosso sonho e nós realmente acreditamos. Somando minhas experiências de dezoito anos como profissional de educação física, doze como professor de dança e ainda respaldado pela ciência, sinto-me confortável em afirmar que a dança de salão, praticada com regularidade mínima de duas a três vezes por semana, promove os maiores e melhores benefícios para a saúde física, mental e emocional de seus praticantes.














